1 A Pele | Função, Estrutura, Fisiologia e Embriologia
2 Noções Básicas de Imunologia Cutânea
3 Reparação de Feridas e Implicações Terapêuticas
4 Queimaduras

1 A Pele | Função, Estrutura, Fisiologia e Embriologia

💤p 29 , 🥤 Função da pele
A pele do ser humano, que corresponde a 15% de seu peso corporal,

A pele = the skin
do ser humano = of the human being
que = that/which
corresponde = corresponds
a = to
15% (quinze por cento) = 15% (fifteen percent)
de = of
seu = its/their
peso = weight
corporal = body/bodily

é um órgão que reveste e delimita o organismo,

é = is
um = a/an
órgão = organ
que = that/which
reveste = covers/coats
e = and
delimita = delimits/defines the boundaries of
o = the
organismo = organism/body

protegendo-o e interagindo com o meio exterior. Sua resistência e flexibilidade determinam a sua plasticidade.
💤p 30 , Essencialmente dinâmica, a pele apresenta alterações constantes, sendo dotada de grande capacidade renovadora e de
reparação, e de certo grau de impermeabilidade.
Em toda a escala animal, a pele exerce funções diversas que se modificam filogeneticamente; exerce funções
respiratórias em determinados animais, do mesmo modo que oferece proteção física a outros (escamas, nos peixes), assim
como é capaz de despertar atração sexual pelo cheiro das secreções glandulares. No que diz respeito ao ser humano, a pele é
um órgão de grande importância, pois visa manter um equilíbrio com o meio exterior, no sentido da manutenção vital do
meio interior. Sua mais importante e vital função é a conservação da homeostasia (termorregulação, controle hemodinâmico
e produção e excreção de metabólitos). Desempenha, ainda, função sensorial, por intermédio dos elementos do sistema
nervoso situado na derme, e função de defesa contra agressões físicas, químicas e biológicas, para a qual se destacam, pela
sua importância, a ceratinização, o manto lipídico e o sistema imunológico. A pele e seus anexos sofrem um grande impacto
como resultado da ação hormonal por possuírem receptores tanto para estrógenos quanto para andrógenos. O declínio
hormonal que acompanha a idade afeta a estrutura e a função da pele e de seus fâneros. Embora participe de maneira
absolutamente interativa e interdependente do organismo como um todo, não raras vezes manifestando alteraçõesde órgãos
internos, por motivos didáticos a pele será abordada de modo particular neste capítulo. Vale lembrar que, muitas vezes,
condições psíquicas do indivíduo manisfestam-se na pele, que tem, ainda, conotações de ordem racial, social e sexual.
Proteção
É exercida das mais diversas maneiras contra as agressões do meio exterior. A pele tem uma resistência relativa aos
agentes mecânicos por sua capacidade moldável e elástica (fibras colágenas, elásticas e hipoderme). No sentido físico, essa
proteção se realiza pela capacidade de, por meio de seu sistema melânico, neutralizar as radiações lumínicas ultravioleta
(RUV) e, até mesmo, ionizantes, ao menos parcialmente. Cabe salientar que a produção de melanina, além do controle
genético e ambiental, sofre interferência da porção intermediária da hipófise por meio do hormônio intermedina, ou MSH.
Por outro lado, a melatonina, produzida pela hipófise por meio da ação da norepinefrina, clareia a pele ao induzir a
agregação dos grânulos de melanina em torno do núcleo das células. Pela sua relativa impermeabilidade à água e aos
eletrólitos, a pele mantém o equilíbrio hidreletrolítico. Outros tipos de proteção são: a físico-química, no sentido da
manutenção do pH ácido (5,4 a 5,6) da camada córnea; a química, por meio do manto lipídico com atividade antimicrobiana;
e a imunológica, presente, na epiderme, pelas células de Langerhans e, na derme, à custa de macrófagos, linfócitos e
mastócitos.
Percepção
Os elementos nervosos que existem, sobretudo na derme, possibilitam o reconhecimento de sensações especiais, como
calor, frio, dor e tato, o que conduz a um mecanismo de defesa no sentido de sobrevivência.
Hemorregulação e termorregulação
A pele, com seus extensos plexos vasculares e corações periféricos (os glomos), colabora na manutenção e na regulação
do débito circulatório. Em determinadas ocasiões, o aumento do débito sanguíneo periférico é compensado pela constrição
dos glomos, com desvio da circulação para a rede capilar, e pela utilização plena da capacidade total de enchimento de
outros vasos; já no choque, a dilatação dos glomos e a constrição dos vasos cutâneos provocam a palidez característica, que
denuncia a elevada função hemorreguladora da pele. A homeotermia ou termorregulação é mantida por um mecanismo
comandado pelo centro termorregulador por meio das vias do sistema nervoso autônomo, levando a vasoconstrição ou
vasodilatação. Além disso, os vasos são sensíveis a duas substâncias químicas circulantes: a norepinefrina e a acetilcolina.
No mecanismo de termorregulação, exercem uma ação especial as glândulas sudoríparas écrinas, que, sob estímulo
colinérgico, aumentam a sudorese, causando a perda de calor.
Secreção
Como elementos produzidos pela pele, destacam-se a citoqueratina, a melanina, o sebo e o suor, todos com funções
definidas e harmônicas.
Excreção
A função excretora das glândulas écrinas é a eliminação do suor composto basicamente por água, eletrólitos e
bicarbonato.Outros componentes são ureia, glicose, metais pesados, medicamentos, dentre outros, à semelhança do rim.

2 Noções Básicas de Imunologia Cutânea

Noções (no-SO-yns) = notions/concepts/basics
Básicas (BA-zee-kas) = basic
de (jee) = of
Imunologia (ee-moo-no-lo-ZHEE-a) = immunology
Cutânea (koo-TA-nee-a) = cutaneous/skin

p 63 ,🎏 Introdução
O sistema imunológico é composto por órgãos,

O (oo) = the
sistema (sees-TEH-ma) = system
imunológico (ee-moo-no-LO-zhee-ko) = immunological/immune
é (eh) = is
composto (kom-POS-too) = composed/made up
por (por) = by/of
órgãos (OR-gowns) = organs

tecidos, células especializadas ou não, e estruturas moleculares que

tecidos (teh-SEE-dos) = tissues
células (SEH-loo-las) = cells
especializadas (es-peh-see-a-lee-ZA-das) = specialized
ou (o) = or
não (now) = not
e (ee) = and
estruturas (es-troo-TOO-ras) = structures
moleculares (mo-leh-koo-LA-res) = molecular
que (kee) = that/which

visam defender a integridade do organismo, reconhecendo e eliminando qualquer agente estranho a ele; discrimina o que lhe é ou
não intrinsecamente próprio, isto é, reconhece que determinada substância ou célula não fazem parte do organismo e,
portanto, deve rejeitá-las.
É constituído por órgãos linfoides primários (medula óssea e timo) e secundários (baço, linfonodos e tecido linfoide
associado a mucosas – MALT, mucosa-associated lymphoid tissue – como a do trato gastrintestinal e a do trato respiratório).
Conta, ainda, com a participação de elementos inespecíficos como barreiras físicas (pele e mucosas), fatores solúveis
(citocinas, quimiocinas e enzimas) e células (macrófagos, mastócitos, basófilos etc.) que atuam conferindo a imunidade inata
ou natural, que é própria, não específica, antiga e vital. As doenças autoinflamatórias são decorrentes de erros genéticos da
imunidade inata.
A imunidade adquirida requer a participação de células especializadas, os linfócitos (a maioria), capazes de reconhecer
com grande especificidade uma infinidade de antígenos estranhos, graças às moléculas na superfície celular resultantes do
rearranjo de genes (receptores nos linfócitos T e imunoglobulinas nos linfócitos B). Ela é potencialmente progressiva e
adaptativa.
O objetivo desse mecanismo de defesa é evitar que o organismo seja agredido por substâncias vivas (microrganismos,
vírus, protozoários etc.) ou inanimadas (proteínas estranhas e outros). No rechaço a essas substâncias, pode ocorrer, por
mecanismos de hipersensibilidade, de modo paradoxal, agressão ao próprio ser; é um exagero da defesa que passa a fazer
parte da etiopatogenia de várias doenças (autoimunidade e reações alérgicas). A um desses efeitos adversos do sistema
imunológico cabe o termo alergia, enquanto o termo imunidade reserva-se ao efeito benéfico de defesa, impedindo a
agressão. Por outro lado, quando o sistema imunológico é hipoativo, o organismo é suscetível a infecções frequentes
(deficiência imunológica). Outros aspectos devem ser considerados no sistema imunológico: homeostasia e vigilância
imunológicas.
A homeostasia imunológica visa à remoção, por mecanismo imunológico, de células alteradas por qualquer me-canismo;
quando essa atividade passa a ser hiperativa, surge a autoagressão, processo cada vez mais importante em patologia. A
vigilância imunológica visa reconhecer e eliminar células mutantes (espontâneas ou induzidas por vírus ou agentes físicos e
químicos); quando esse mecanismo é hipoativo, surgem as neoplasias. Também devem ser consideradas a apoptose e a morte
celular não inflamatória, de programação genética individual, que faz parte do processo natural do envelhecimento
biológico. A apoptose permite a reutilização molecular nos processos de regeneração biológica.
No estudo do sistema imunológico, é preciso pesquisar as causas (imunógenos e/ou antígenos), as células reatoras
(linfócitos, macrófagos, células de Langerhans e outras), a especificidade do processo e a memória imunológica celular.
Várias substâncias produzidas por essas células imunorreatoras participam de processos imunoinflamatórios complexos:

3 Reparação de Feridas e Implicações Terapêuticas

4 Queimaduras (kay-ma-DOO-ras) = burns

Discover more from อรรถพรคลินิก ศัลยกรรมตกแต่ง Attaporn Plastic Surgery clinic 阿塔蓬博士,曼谷整形外科医生

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading