CAPÍTULO 1 Introdução ao Estudo da Face

CAPÍTULO 1 Introdução ao Estudo da Face

OBJETIVO | Discutir generalidades sobre a face, considerando aspectos filogenéticos, morfológicos e antropológicos |

OBJETIVO = objective
Discutir = discuss
generalidades = generalities
sobre = about
a = the
face = face
considerando = considering
aspectos = aspects
filogenéticos = phylogenetic
morfológicos = morphological
e = and
antropológicos = anthropological

p 7 , “A face serve para: 1) orientação no espaço, 2) detecção de fontes de energia (alimento),

A = the
face = face
serve = serves
para = for
orientação = orientation
no = in the
espaço = space
detecção = detection
de = of
fontes = sources
de = of
energia = energy
alimento = food

3) orientação do animal à fonte de energia, 4) captura de energia,

orientação = orientation
do = of the
animal = animal
à = to the
fonte = source
de = of
energia = energy
captura = capture
de = of
energia = energy

5) comunicação (no homem).”
E. L. Du Brul

Nos animais, a cabeça é o principal órgão de preensão, de defesa e de ataque. Modificações filogenéticas, contudo, fizeram com que no ser humano a cabeça passasse a ter a função de recepção de alimento e a se tornasse o centro das emoções e fala.

Nesse capítulo da evolução biológica, o grande evento é a postura ereta, que traz consigo uma série de modificações e rearranjos somáticos. Para se adaptar a essa postura, o crânio ficou mais alto e mais curto. Assim, quase esférico, melhor se equilibra sobre a coluna vertebral, sem a necessidade de uma musculatura nucal muito possante. A evolução do encéfalo concomitante com a redução da face tornou possível a visão estereoscópica. A visão alargada facilitou a coordenação dos movimentos exatos entre as mãos. O homem, então, usando as mãos na defesa e ataque e no preparo de ferramentas e de seus alimentos, dispensou as exigências de maxilares robustos, libertando assim o crânio de forte pressão muscular. Dessa maneira, as modificações do aparelho mastigador referem-se a um pequeno desenvolvimento dos maxilares e de seus músculos, combinando com a redução do número e tamanho dos dentes.

Na face, desenvolvem-se os músculos da expressão facial, característicos do mamífero. Do peixe ao réptil (sem tecido muscular apropriado para esses nos crânios), as expressões faciais são limitadas à abertura e ao fechamento da boca e dos olhos. No homem, a movimentação da pele da face alcança alta hierarquia, permitindo a exteriorização das emoções e sentimentos, com grande variedade de detalhes. O resultado das expressões habituais do indivíduo, automatizadas à face para espelhar seus estados anímicos, é o que se define como fisionomia. É a imagem real do indivíduo, pela relação de sua personalidade (imagem interna) com sua aparência física (imagem externa), as quais, ajustadas, se aproximam da unidade.

Dessa forma, a face representa a pessoa toda!

Ela atrai nossa atenção desde que somos bebês e continua a nos fascinar por toda a vida. É natural, portanto, que nela se concentrem os maiores esforços de promoção e conservação de sua estética e beleza. Verdadeiros milagres são produzidos para tornar uma face estética (distribuição proporcional, harmônica e combinada de suas formações anatômicas superficiais) reflexo fiel de uma estética de e uma só personalidade refletida.

O elemento mais preponderante na manutenção da estética facial, visto que a normalidade dos arcos* dentários e dos maxilares é condição básica de ordem funcional e estética, é o dente. Sua importância na face refere-se também à observação criteriosa, que pode evidenciar certas condições orgânicas do indivíduo, como por exemplo, é clássico e importante para o diagnóstico de muitas doenças.

Quanto à morfologia, as variadas formas de contorno da face levam à sua classificação em quadrada, ovóide e triangular. O dente